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Tungstênio: o metal de maior ponto de fusão da tabela…

Platina: o metal nobre que vem do Bushveld africano e converte poluentes em carros do mundo todo

A platina é um dos metais mais raros e nobres da tabela periódica. Símbolo Pt, número atômico 78, massa atômica de 195,1 unidades. Cerca de 70% da produção mundial vem do complexo geológico do Bushveld, na África do Sul. Aparece em catalisadores automotivos, joalheria de luxo e equipamentos médicos.

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A platina como elemento

A platina foi conhecida por civilizações pré-colombianas das Américas antes da chegada dos europeus. Indígenas do que hoje é a Colômbia trabalhavam o metal em ornamentos. Foi descrita formalmente pela ciência europeia no século XVIII, com o nome derivado do espanhol platina, diminutivo de plata, em referência à coloração branca prateada.

É metal de transição extremamente resistente à corrosão. Não enferruja, não escurece com o tempo e mantém o brilho por séculos. Por isso, joias de platina são consideradas mais duráveis que as de prata e até as de ouro em algumas comparações. Tem ponto de fusão alto e densidade similar à do ouro.

O Bushveld: o coração da platina mundial

O Complexo Ígneo do Bushveld, no nordeste da África do Sul, é a maior reserva de metais do grupo da platina (PGM) do planeta. Inclui platina, paládio, ródio, rutênio, irídio e ósmio. Empresas como Anglo American Platinum, Impala Platinum e Sibanye-Stillwater operam minas profundas na região, em condições de trabalho que historicamente foram alvo de tensões trabalhistas.

Outros produtores relevantes são Rússia, Zimbábue, Canadá e Estados Unidos. Mas a concentração no Bushveld é dominante. A profundidade das minas (algumas chegam a vários quilômetros) torna a extração desafiadora e cara. Quedas de produção em greves ou problemas técnicos afetam o mercado global imediatamente.

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Catalisadores e joias

O conversor catalítico de carros movidos a combustão depende de platina e seus parentes (paládio e ródio) para converter monóxido de carbono e óxidos de nitrogênio em substâncias menos nocivas. Cada veículo contém alguns gramas dos metais. A demanda por catalisadores explica boa parte do mercado mundial de platina.

Em joalheria, a platina é símbolo de luxo. Alianças de casamento e joias finas exploram a durabilidade e o branco frio característico do metal. Diferente do ouro branco (que é ouro com paládio ou outros metais), a platina é naturalmente branca em sua forma pura, sem necessidade de revestimentos como ródio.

O que isso significa para o mundo

A transição energética coloca dilema sobre a platina. De um lado, carros elétricos não usam catalisadores, o que reduz a demanda histórica do metal. De outro, células de combustível a hidrogênio, vistas como tecnologia complementar, dependem fortemente de platina. O futuro do metal está em equilíbrio entre essas duas forças.

Equipamentos médicos como sensores, marca-passos e cateteres usam platina pela biocompatibilidade. Quimioterápicos como a cisplatina, baseados em compostos do metal, são usados há décadas no tratamento de diversos tipos de câncer. O elemento atravessa setores que vão da indústria pesada à medicina de ponta.

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Platina além dos catalisadoresA primeira moeda de platina conhecida foi cunhada na Rússia imperial no século XIX. O Quilo padrão internacional, peso de referência mantido em Paris por mais de um século, foi feito de uma liga platina-irídio para garantir estabilidade dimensional. Hoje, embora o quilo tenha sido redefinido em 2019 por constantes físicas, o cilindro original ainda existe como artefato científico icônico.

Conheça os outros 117 elementos na Tabela Periódica da Amazônia

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