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Onça-pintada brinca com filhote em vídeo nas Cataratas

Onça-pintada brinca com filhote em vídeo nas Cataratas
Ilustração: IA

Registro feito por câmera de monitoramento revela interação entre Apepú e o segundo filhote conhecido no Parque Nacional Iguazú.

[IMAGEM DE CAPA: reprodução do vídeo oficial do Parque Nacional Iguazú]
Onça-pintada Apepú brinca com o filhote no interior do Parque Nacional Iguazú. Crédito: Reprodução/Parque Nacional Iguazú.

Uma brincadeira registrada nas Cataratas do Iguaçu mostra que, para uma onça-pintada, aprender a caçar também pode começar com uma cambalhota no chão. Uma câmera de monitoramento do Parque Nacional Iguazú, no lado argentino da unidade de conservação, flagrou a fêmea Apepú interagindo com um filhote de poucos meses. As imagens foram divulgadas pelo parque na terça-feira, 11 de agosto de 2026, e revelam a importância das áreas protegidas para a reprodução da espécie na região trinacional.

No vídeo, o filhote rola no chão, se aproxima da mãe e simula ataques. Apepú acompanha a movimentação enquanto os dois se envolvem em uma sequência de brincadeiras. Apesar de parecer apenas um momento de descontração, esse tipo de interação é importante para o desenvolvimento de comportamentos que serão usados mais tarde na caça, na defesa e na comunicação entre os animais.

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Quem é Apepú

A onça foi identificada pela primeira vez em 2016, durante o trabalho de acompanhamento da fauna do Parque Nacional Iguazú. Com pelo menos dez anos, Apepú agora aparece ao lado do segundo filhote conhecido pelas equipes que monitoram a unidade de conservação.

A identificação individual de animais por meio de câmeras instaladas na mata permite acompanhar deslocamentos, relações familiares e o nascimento de novos indivíduos sem a necessidade de capturas ou interferência direta. As chamadas câmeras-trap são acionadas pelo movimento e ajudam pesquisadores e gestores a entender como a fauna utiliza os diferentes ambientes do parque.

Segundo o Parque Nacional Iguazú, em 11 de agosto de 2026, as imagens de Apepú e do filhote reforçaram a importância da continuidade das ações de conservação da onça-pintada na área protegida argentina.

Entenda o caso

Na Argentina, a onça-pintada é conhecida como yaguareté. O animal é considerado ameaçado, principalmente por causa da fragmentação das áreas de mata, da redução dos ambientes disponíveis e dos atropelamentos em rodovias.

O Parque Nacional Iguazú forma, junto com o Parque Nacional do Iguaçu, no Brasil, um dos principais corredores de conservação da espécie na fronteira entre os dois países. A paisagem protegida inclui áreas de Mata Atlântica e abriga espécies que precisam de grandes territórios para sobreviver.

Conforme o último censo citado pelo parque, pelo menos 84 onças-pintadas vivem na região dos parques nacionais do Iguaçu e Iguazú. O número reúne animais identificados nos dois lados da fronteira e mostra como a cooperação entre Brasil e Argentina é essencial para a proteção da população.

Brincadeira prepara o filhote para a floresta

Filhotes de grandes felinos passam os primeiros meses de vida aprendendo com a mãe. As disputas simuladas, as perseguições curtas e os movimentos de ataque ajudam a desenvolver coordenação, força e agilidade. Também servem para que o animal reconheça limites e aprenda a controlar a intensidade das interações.

No caso da onça-pintada, esse aprendizado será decisivo quando o filhote começar a acompanhar Apepú em atividades fora do abrigo. A espécie tem hábitos predominantemente solitários na fase adulta, por isso o período de convivência com a mãe é uma etapa fundamental para a sobrevivência.

Onça-pintada brinca com filhote em vídeo nas Cataratas
Ilustração: IA

A presença de um filhote também é um sinal positivo para a conservação local. A reprodução indica que os animais encontram alimento, abrigo e condições mínimas para permanecer no território. Ainda assim, o nascimento de novos indivíduos não elimina as ameaças provocadas pela perda de habitat e pela circulação de veículos nas estradas próximas.

Conexão com a Amazônia

Embora o registro tenha sido feito nas Cataratas do Iguaçu, a situação também interessa à Amazônia. A onça-pintada ocorre em diferentes biomas brasileiros, incluindo a Amazônia, o Pantanal, o Cerrado, a Caatinga e a Mata Atlântica. Em todos eles, a conservação depende de florestas conectadas e da redução dos conflitos entre animais, estradas e atividades humanas.

Na Amazônia, a espécie enfrenta desafios relacionados ao desmatamento, à abertura de estradas, à caça de animais que fazem parte de sua dieta e à expansão de áreas produtivas. O monitoramento realizado em parques nacionais, reservas e corredores ecológicos ajuda a indicar onde os animais estão e quais regiões precisam de maior proteção.

O registro de Apepú também mostra que câmeras de monitoramento podem transformar uma cena escondida na mata em informação para o público. Além de aproximar as pessoas da fauna, vídeos como esse ajudam a explicar por que unidades de conservação são importantes para espécies que raramente são vistas diretamente.

Onde assistir ao registro

O vídeo foi publicado pelo perfil oficial dos Parques Nacionais da Argentina. O registro pode ser conferido no vídeo oficial da onça Apepú com o filhote.

Para quem visita Foz do Iguaçu, Puerto Iguazú ou outras cidades da região trinacional, o encontro com uma onça na natureza continua sendo raro. A recomendação é nunca tentar se aproximar, alimentar ou seguir um animal silvestre. A observação deve ocorrer à distância e sempre de acordo com as regras dos parques.

Perguntas frequentes

Onde o vídeo da onça foi gravado?

As imagens foram captadas por uma câmera de monitoramento no interior do Parque Nacional Iguazú, no lado argentino das Cataratas do Iguaçu.

Quem é a onça Apepú?

Apepú é uma fêmea identificada pela primeira vez em 2016. O parque informa que ela tem pelo menos dez anos e já foi registrada com seu segundo filhote conhecido.

Por que a brincadeira é importante?

A interação ajuda o filhote a desenvolver coordenação, força e movimentos usados futuramente na caça e na defesa.

As equipes dos parques devem continuar acompanhando Apepú e o filhote por meio das câmeras, enquanto as ações de proteção da espécie avançam nos dois lados da fronteira.

Com informações de Parque Nacional Iguazú.

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