A cura que vem da pele anfíbios da Amazônia revolucionam a...
Uma molécula, mil possibilidades. Cientistas brasileiros e internacionais estão debruçados sobre a secreção cutânea da Phyllomedusa bicolor, conhecida popularmente como perereca-macaco ou "Kambô". O que antes era restrito a rituais ancestrais de purificação está se revelando uma mina de ouro para a farmacologia moderna: o veneno de perereca amazônica para a saúde contém peptídeos capazes de atravessar a barreira hematoencefálica com efeitos antidepressivos potentes.
Os estudos, liderados por pesquisadores da UNB e do MPEG, focam em compostos específicos como a dermorfina e a deltorfina. Essas substâncias interagem com os receptores opioides do cérebro, mas de uma forma distinta da morfina tradicional, promovendo uma sensação de bem-estar e modulação emocional sem o alto risco de dependência química severa.
A busca por drogas naturais na Amazônia nunca foi tão intensa no campo da...
Rio e cidade: como a renaturalização de cursos d’água pode prevenir enchentes urbanas catastróficas
A libertação das águas e o novo metabolismo das metrópoles
O modelo de desenvolvimento das grandes capitais brasileiras, pautado historicamente pelo soterramento de cursos d’água...
Como a memória de longo prazo é influenciada pelo consumo de açúcar e pelo descanso?
A bioquímica da retenção e o papel energético do aprendizado
O esforço intelectual é uma das atividades humanas que mais exige do metabolismo sistêmico, transformando...
A capivara, maior roedor do mundo, possui uma capacidade de adaptação que desafia a biologia moderna ao transformar espelhos d'água artificiais e gramados de...
Mais lidas
Curiosidades
Abelhas nativas superam antibióticos em testes clínicos
Noventa e nove por cento de eficácia. Este é o índice de inibição bacteriana registrado em laboratório pelo mel de abelhas nativas sem ferrão...
Meio Ambiente
Prevenção climática no Brasil consome apenas 1% do PIB: por que os gastos emergenciais com desastres são dez vezes maiores que os investimentos estruturais?
A conta salgada da inércia ambiental no Brasil
O cenário econômico brasileiro enfrenta um gargalo que não nasce nas mesas de negociação financeira, mas na...
Meio Ambiente
Urubu-rei e a hierarquia nas carcaças: por que o sarcoramphus papa domina os urubus-pretos em registros raros no interior paulista?
A soberania do sarcoramphus papa nos campos paulistas
No interior de São Paulo, um registro fotográfico transcendeu o valor estético para se tornar um documento...
Meio Ambiente
A ausência de depósitos caução no licenciamento de minas gera um risco sistêmico de danos irreversíveis e obriga o Estado a custear remediações
A herança negligenciada das minas sem dono
Enquanto o setor mineral brasileiro se posiciona como um pilar da balança comercial, uma sombra cresce silenciosamente nos...
Meio Ambiente
Castanheiras operam como “hubs” de nutrientes no Pará
Quilômetros de filamentos por centímetro cúbico. Abaixo da serapilheira amazônica, a sobrevivência da floresta não depende apenas da fotossíntese, mas de uma infraestrutura biológica...
Uncategorized
Bactérias milagrosas e o descompasso regulatório: por que a biotecnologia nacional de biorremediação in-situ ainda não é aplicada na limpeza de desastres ambientais reais?
O paradoxo da inovação: laboratórios cheios e rios desassistidos
O cenário científico brasileiro em biotecnologia ambiental apresenta uma contradição latente. De um lado, universidades e...
Meio Ambiente
Como a mussurana vence o veneno mortal da cascavel
Cento e cinquenta miligramas de veneno. Esta é a dose letal que uma jararaca adulta pode injetar em segundos, mas para a mussurana (Clelia...
Meio Ambiente
O drama habitacional que ameaça a sobrevivência da arara-azul
Noventa e cinco por cento dos ninhos. Esta é a estatística implacável que define a sobrevivência da arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) no bioma. A espécie...
Curiosidades
Essa é a principal diferença entre o escorpião amarelo e outros tipos mais comuns
Você já se perguntou por que o escorpião amarelo causa tanto medo, mesmo entre pessoas que vivem em áreas urbanas? A resposta não está só na cor chamativa ou no tamanho do animal, mas em algo que nem sempre...