A cura que vem da pele anfíbios da Amazônia revolucionam a...

Uma molécula, mil possibilidades. Cientistas brasileiros e internacionais estão debruçados sobre a secreção cutânea da Phyllomedusa bicolor, conhecida popularmente como perereca-macaco ou "Kambô". O que antes era restrito a rituais ancestrais de purificação está se revelando uma mina de ouro para a farmacologia moderna: o veneno de perereca amazônica para a saúde contém peptídeos capazes de atravessar a barreira hematoencefálica com efeitos antidepressivos potentes. Os estudos, liderados por pesquisadores da UNB e do MPEG, focam em compostos específicos como a dermorfina e a deltorfina. Essas substâncias interagem com os receptores opioides do cérebro, mas de uma forma distinta da morfina tradicional, promovendo uma sensação de bem-estar e modulação emocional sem o alto risco de dependência química severa. A busca por drogas naturais na Amazônia nunca foi tão intensa no campo da...

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