
Distância, pesquisa prévia e cuidado com alimentos reduzem riscos em parques e áreas naturais.
O aumento do movimento em parques nacionais durante o verão nos Estados Unidos amplia a possibilidade de encontros perigosos com animais selvagens. Para reduzir acidentes, especialistas recomendam pesquisar a fauna da região antes da visita, manter distância, não alimentar os animais, controlar alimentos e itens com cheiro forte e manter animais domésticos sob controle. As orientações valem para ursos, bisões, jacarés, alces, pequenos mamíferos e também para espécies encontradas em áreas naturais da Amazônia.
Um caso recente no Parque Nacional de Yellowstone, no estado de Wyoming, mostrou o risco de ignorar esses cuidados. Um bisão avançou contra um homem e o neto dele. O adulto tentou correr, foi atingido e lançado ao ar. O episódio foi divulgado pela imprensa norte-americana e reforçou o alerta de que animais de grande porte podem reagir rapidamente quando se sentem ameaçados.
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O primeiro cuidado é evitar a aproximação. De acordo com Kathy Kupper, porta-voz do National Park Service, se a atitude do visitante provoca uma reação do animal, a distância já é insuficiente. A especialista também alerta para as fotografias próximas.
“Se você consegue tirar uma selfie com o animal, então está definitivamente perto demais”, afirmou Kathy Kupper, do National Park Service.
A recomendação geral é manter pelo menos 100 jardas, cerca de 91 metros, de animais grandes como ursos, lobos e grandes felinos. Para outras espécies, uma distância de aproximadamente 23 metros costuma ser considerada uma margem mais segura. O visitante nunca deve bloquear a rota de fuga do animal, cercá-lo ou tentar chamar sua atenção.
Segundo o National Park Service, aproximar-se, assediar ou alimentar animais silvestres é proibido nos parques nacionais dos Estados Unidos, regra reforçada em julho de 2026 para proteger visitantes e a própria fauna.
Animais pequenos também podem causar ferimentos
O tamanho não determina o risco. No Grand Canyon, esquilos estão entre os animais relacionados ao maior número de atendimentos na clínica do parque, segundo o National Park Service. A aparência dócil pode levar turistas a oferecer comida ou tentar tocar os bichos, comportamento que aumenta a chance de mordidas.
Quando um animal associa pessoas a alimento, ele passa a se aproximar com mais frequência e pode perder o medo natural dos seres humanos. A situação coloca os dois lados em perigo. O animal pode ser capturado, transferido ou até sacrificado por equipes de manejo quando passa a representar uma ameaça.
Entenda o caso
Animais selvagens não são atrações domésticas. Eles podem reagir para defender filhotes, território, alimento ou uma rota de fuga. Mesmo espécies que normalmente evitam pessoas podem atacar quando são surpreendidas, perseguidas ou alimentadas.
Em áreas da Amazônia, a mesma lógica deve ser aplicada durante trilhas, passeios de barco, visitas a unidades de conservação e atividades de observação de fauna. Onças, jacarés, macacos, queixadas e outras espécies precisam ser observados sem aproximação, contato físico ou oferta de comida.
Como agir diante de grandes animais
Bisões parecem lentos, mas podem correr a até 56 quilômetros por hora e mudar de direção com rapidez. A orientação é nunca correr na direção deles, tentar tocá-los ou ficar entre um adulto e um filhote. Ao perceber um animal, o visitante deve recuar devagar e seguir as instruções dos guardas do parque.

Alces também exigem atenção. No Alasca, eles ferem mais pessoas a cada ano do que os ursos, conforme dados citados na reportagem. Durante a época de reprodução ou quando protegem filhotes, podem se tornar especialmente agressivos. Árvores, veículos e estruturas sólidas podem servir como barreiras caso o animal avance.
Jacarés e crocodilianos exigem cuidado adicional perto da água. No Arthur R. Marshall Loxahatchee National Wildlife Refuge, na Flórida, a recomendação é não entrar na água onde esses animais estão presentes e evitar respingos ou movimentos que possam chamar sua atenção. O visitante deve permanecer em área seca, respeitar placas e nunca oferecer alimento.
Para conhecer orientações oficiais sobre visitação e segurança, consulte o site do National Park Service. Informações específicas sobre áreas úmidas e crocodilianos também estão disponíveis na página do Arthur R. Marshall Loxahatchee National Wildlife Refuge.
Comida, lixo e animais domésticos
Alimentos, embalagens, cosméticos e outros itens com cheiro forte devem ser guardados em armários próprios ou recipientes à prova de ursos, quando essa estrutura existir. O lixo precisa ser descartado nos locais indicados. Deixar restos de comida em barracas, carros ou mesas pode atrair animais e criar um padrão de comportamento difícil de reverter.
Cães e outros animais domésticos devem permanecer na guia, conforme as regras de cada parque ou unidade de conservação. A presença de um animal de estimação pode provocar perseguições, disputas territoriais ou reações defensivas. Em determinadas áreas, a entrada de pets é proibida para preservar a fauna e evitar acidentes.
Também é importante consultar mapas, avisos e comunicados antes da saída. O visitante deve verificar quais espécies ocorrem no local, se há períodos de reprodução, áreas interditadas, orientações para acampamento e números de emergência. Guias locais e equipes de fiscalização podem indicar mudanças recentes nas condições da trilha.
Perguntas frequentes
O que fazer ao encontrar um animal selvagem?
Mantenha a calma, não corra em direção ao animal e aumente a distância lentamente. Nunca tente alimentá-lo, tocá-lo ou tirar uma fotografia de perto.
Por que não se deve alimentar a fauna?
A comida faz o animal associar seres humanos a uma fonte fácil de alimento. Com o tempo, ele pode perder o medo, aproximar-se de áreas ocupadas e representar risco para pessoas e para si próprio.
Essas regras valem para a Amazônia?
Sim. Trilhas, rios, praias, florestas e unidades de conservação amazônicas também exigem distância, silêncio, descarte correto de resíduos e respeito às regras locais de visitação.
Parques e órgãos ambientais devem continuar reforçando a educação dos visitantes, a sinalização e o monitoramento das áreas de maior risco durante os períodos de maior circulação.
Com informações de National Geographic.
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