Barulhos no aquecedor levaram um morador a encontrar uma coruja presa em um tubo de 15 centímetros e chamar o profissional que conhecia a chaminé

Recriação de uma coruja castanha visível pela porta aberta de um aquecedor a lenha apagado.

Ave foi retirada por um limpador de chaminés e sua mulher em uma casa da Escócia; segundo o relato, estava sem ferimentos aparentes e conseguiu voar.

O barulho de arranhões não vinha do lado de fora. Em uma casa de Noranside, na região escocesa de Angus, o morador ouviu sons no aquecedor a lenha e encontrou uma coruja presa na tubulação.

Ele chamou John Soutar, profissional de limpeza de chaminés que já atendia o imóvel. John foi ao local acompanhado da mulher, Lynsey, e encontrou a ave em um espaço de apenas seis polegadas de largura, aproximadamente 15 centímetros.

O episódio foi noticiado pela STV News em 8 de outubro de 2026. A surpresa surgiu durante um período em que o trabalho do profissional costuma se concentrar em preparar lareiras e aquecedores para os meses frios.

O som no aquecedor revelou uma coruja dentro do tubo

Segundo o relato de John à emissora, o cliente havia removido uma placa interna do equipamento e visto a ave. O chamado já não era uma limpeza de rotina: era preciso avaliar como tirar o animal sem agravar a situação.

John e Lynsey chegaram rapidamente e encontraram a coruja olhando para eles a partir da estrutura. O profissional contou que já havia participado da retirada de outra coruja, experiência que o ajudou a compreender o acesso.

Isso não significa que qualquer morador deva desmontar um equipamento ao ouvir ruídos. Tubulações, partes móveis e a posição do animal exigem uma avaliação compatível com o sistema instalado.

No caso de Noranside, a intervenção foi conduzida por alguém que conhecia esse tipo de estrutura e já havia lidado com uma situação semelhante. A cobertura descreve um atendimento específico, não um procedimento universal.

Quinze centímetros deixavam pouco espaço para a ave se mover

John explicou que a coruja estava orientada com a cabeça para a frente. Essa posição teve importância para a retirada porque o tubo não oferecia espaço para ela se virar livremente.

As seis polegadas citadas correspondem a 15,24 centímetros. A medida se refere à largura informada para a tubulação, não ao tamanho da ave ou ao comprimento total do caminho percorrido dentro da chaminé.

De acordo com o relato, a ave foi conduzida cuidadosamente em direção à parte frontal do aquecedor. Um tecido foi utilizado durante o manejo, e o animal acabou retirado da estrutura.

As fotografias divulgadas pela STV foram creditadas a Lynsey Soutar. Elas ajudaram a mostrar as dimensões do acesso, sem que fosse necessário supor uma perseguição por outros cômodos.

O profissional disse que a coruja permaneceu relativamente calma e pareceu estar em boas condições. Depois da retirada, conseguiu voar, encerrando o atendimento narrado pela emissora.

A ave ficou mais de um dia em um lugar inadequado

A reportagem informa que a coruja havia permanecido no tubo por mais de um dia. O período mostra por que um ruído persistente em uma estrutura merece atenção, em vez de ser tratado como algo que necessariamente desaparecerá sozinho.

A aparência descrita por John foi favorável, mas não substitui um exame veterinário. O relato consultado não apresenta resultados de exames ou um acompanhamento posterior da ave.

O desfecho documentado é a retirada e o voo observado pelos presentes. Não é possível acrescentar onde ela passou a viver ou afirmar que voltou a um ninho determinado.

O caso também não menciona fogo durante o resgate. A ocorrência envolve uma ave presa em uma estrutura de aquecimento, e não um animal atravessando chamas.

Por que uma coruja pode se aproximar de uma chaminé?

A ave foi identificada pela STV como tawny owl, a coruja-do-mato-europeia, Strix aluco. A espécie tem corpo arredondado, olhos escuros e plumagem em tons castanhos.

O Barn Owl Trust explica que ela utiliza diferentes locais para nidificar, com preferência por cavidades de árvores quando disponíveis. A relação com aberturas protegidas ajuda a contextualizar a proximidade de estruturas artificiais.

No entanto, o motivo da entrada em Noranside não foi confirmado. Não se sabe se a ave investigava um espaço, buscava abrigo ou perdeu o apoio ao se aproximar da abertura.

É importante distinguir esse caso de outros em que uma instituição identificou uma hipótese mais específica. O hábito da espécie oferece contexto, mas não revela automaticamente a decisão de um indivíduo.

Chaminés e tubos criam um problema de acesso

Uma ave pode conseguir entrar em uma abertura sem encontrar uma superfície que permita subir novamente. Dependendo da posição, o caminho de volta pode ser mais difícil do que a descida.

A RSPCA orienta que aves presas em locais inacessíveis, como cavidades e chaminés, podem exigir profissionais capazes de alcançar a estrutura. Quando há ferimentos ou sinais de debilidade, a avaliação veterinária também é necessária.

Isso explica por que o atendimento reúne dois tipos de conhecimento: acesso à construção e condição do animal. Resolver apenas um deles pode deixar riscos sem avaliação.

Tentar usar fogo ou fumaça para forçar a saída não é uma maneira apropriada de lidar com fauna presa. A retirada precisa preservar o animal e a segurança do imóvel, sem acrescentar uma fonte de calor ao problema.

O retorno ao voo foi o momento mais importante para quem ajudou

John descreveu como foi gratificante ver a coruja fora do tubo. O relato de emoção pertence às pessoas que acompanharam o resgate; não exige atribuir à ave uma reação humana de agradecimento.

O profissional já havia atendido outra coruja que ficara presa por um período mais longo. Em Noranside, a intervenção foi encerrada com o animal livre e capaz de voar diante dos presentes.

Uma revisão da estrutura depois de um episódio assim precisa considerar a ventilação e o funcionamento do equipamento, além de impedir novos acessos de fauna. Não se deve improvisar uma vedação que comprometa o sistema.

Os arranhões ouvidos pelo morador eram um sinal de vida em um lugar que deveria servir apenas à passagem de gases do aquecedor. Ao investigar e pedir ajuda a quem conhecia a chaminé, ele permitiu que a situação fosse resolvida antes de uma nova utilização do equipamento.

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