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Foto: Daniel Lima/ SEMAS

Semas reforça avanços no desenvolvimento sustentável com vitrine e rota da Bioeconomia

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Por meio de iniciativas que unem economia, cultura e conservação ambiental, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) reafirmou o...
Mercado de Carbono Amazônico: Solução Real ou Armadilha Verde?

Mercado de Carbono Amazônico: Solução Real ou Armadilha Verde?

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A Amazônia, frequentemente chamada de "pulmões do planeta", desempenha um papel vital na regulação do clima global, absorvendo grandes quantidades de dióxido de carbono...
Mina bilionária desafia Vale no minério premium

Mina bilionária na África ameaça domínio da Vale no minério de ferro premium

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O mercado global de minério de ferro pode estar prestes a viver uma mudança histórica. A entrada em operação do projeto Simandu, na Guiné,...
Foto: Freepik

O papel estratégico das igrejas na corrida pela conservação ambiental

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O Altar da Natureza: A Nova Aliança Religiosa pela Conservação O cenário da proteção ambiental no Brasil assiste a uma mudança de guarda silenciosa, mas...

Cem borboletas ganharam pequenos transmissores para investigar uma pergunta que a migração ainda esconde

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Um projeto em Iowa acompanha monarcas para estudar como a forma de criação pode se relacionar com a viagem rumo ao México. A viagem das...
mineração

Inclusão da mineração em nova Lei ambiental gera celebração e críticas

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O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) celebrou a inclusão da mineração entre as atividades contempladas no projeto de lei do Licenciamento Ambiental, aprovado no...
Divulgação - Ag. Maranhão

Conferência reúne jovens do Maranhão para debater clima e territórios

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Um encontro para pensar o futuro a partir das escolasA Conferência Climática dos Centros Educa Mais, realizada pela Secretaria de Estado da Educação do...
Duas universidades investigam o fundo do oceano e buscam medir seu papel no clima e no carbono

Duas universidades investigam o fundo do oceano e buscam medir seu papel no clima...

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O fundo do oceano pode funcionar como uma peça decisiva no sistema climático, mas ainda é pouco conhecido pela ciência. Um novo Cluster de Excelência reúne pesquisadores das universidades de Bremen e Oldenburg para investigar trocas de energia, carbono e biodiversidade nessa região.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Amazônia Viva destina R$ 96,6 milhões às cadeias da sociobiodiversidade

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Com o anúncio de R$ 96,6 milhões destinados às cadeias produtivas amazônicas, o Programa Florestas e Comunidades: Amazônia Viva inaugura uma fase de investimentos...
Divulgação

Suframa visita iniciativas de inovação em Macapá e reforça papel do Amapá no ecossistema...

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Macapá começou a ganhar contornos de um novo polo de inovação na Amazônia. Uma comitiva da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) esteve...

Ele viu as praias do Caribe cobertas de plástico e começou a recolher garrafas...

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As primeiras garrafas que Robert Bezeau empilhou na Isla Colón não pareciam material de construção: eram o mesmo plástico que o mar e o...
Divulgação - IEMA

Luz na Amazônia: energética e cidadã para comunidades tradicionais

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Na manhã de 30 de outubro de 2025, em um auditório da agência reguladora em Brasília, selou-se uma parceria inédita: a Agência Nacional de...
BNDES lança edital para restaurar florestas na Bacia do Xingu

BNDES lança edital para restaurar florestas na Bacia do Xingu

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À medida que a Amazônia se torna um dos focos centrais das discussões internacionais sobre clima e biodiversidade, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico...
Remo entra no clima da COP30 e lança campanha pela sustentabilidade em Belém

Remo entra no clima da COP30 e lança campanha pela sustentabilidade em Belém

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Enquanto Belém recebe líderes de quase 200 países para discutir o futuro do planeta, o Clube do Remo também faz a sua parte.O tradicional...
Resíduos orgânicos e fogo formam terra preta, que concentra quatro minerais e guarda até cem vezes mais carbono no solo amazônico

Resíduos orgânicos e fogo formam terra preta, que concentra quatro minerais e guarda até...

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Terra preta de índio se forma com resíduos orgânicos e fogo, concentra quatro minerais e pode armazenar até cem vezes mais carbono que o solo vizinho.
Foto: Emmanuel Rondeau

Cazaquistão lidera primeira reintrodução internacional de tigres

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Após mais de sete décadas de ausência, os tigres voltaram a habitar o território do Cazaquistão. O retorno marca um dos projetos de conservação...
Neste ano, o prêmio mobilizou professores e alunos de mais de cem escolas das redes municipal e estadual do Estado de São Paulo (foto: Daniel Antônio/Agência FAPESP)

Jovens cientistas mostram como a curiosidade transforma o Brasil

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A chuva que alagou Várzea Paulista no ano passado poderia ter sido apenas mais uma tragédia cotidiana. Mas, para um grupo de alunos da...
Ambev e Florescer instalam bebedouros públicos em Belém e ampliam acesso gratuito à água potável para mais de 1,2 milhão de pessoas

Ambev e Florescer instalam bebedouros públicos em Belém e ampliam acesso gratuito à água...

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A cidade de Belém acaba de receber uma iniciativa voltada à democratização do acesso à água potável, um direito essencial que ainda é negado...
Nas densas margens dos rios amazônicos, uma palmeira impenetrável, armada com longos espinhos negros, guarda um segredo bioquímico capaz de reconfigurar a bilionária indústria global da beleza. Pesquisadores descobriram que a gordura extraída da semente do murumuru possui uma estrutura molecular incrivelmente semelhante aos lipídios presentes de forma natural na pele humana, conferindo a ela uma capacidade de absorção e reparação celular sem precedentes. Esse fato surpreendente transformou o que antes era apenas uma fonte de alimento local em uma das matérias-primas mais cobiçadas pelos maiores laboratórios da Europa, provando que a verdadeira inovação tecnológica não nasce apenas em ambientes estéreis, mas cai madura do alto das copas da floresta tropical. Para entender essa revolução silenciosa, precisamos observar a biologia da espécie. A astrocaryum murumuru palmeira é uma planta nativa e majestosa que pode atingir até quinze metros de altura. Suas folhas grandes e pinadas oferecem sombra, enquanto seus troncos espinhosos servem como uma fortaleza natural contra predadores de grande porte. Historicamente, as populações tradicionais e os povos indígenas já utilizavam os frutos para alimentação e a palha para a confecção de cestarias e telhados. No entanto, o verdadeiro tesouro biológico reside na pequena amêndoa escondida sob uma casca extremamente dura. Quando prensada a frio, essa semente libera uma manteiga rica, densa e de aroma suave, carregada de ácido láurico, ácido mirístico e ácido oleico, componentes essenciais para a restauração de tecidos danificados. Durante décadas, o mercado internacional dependeu de forma massiva do óleo de palma, também conhecido como azeite de dendê, para garantir a textura e a hidratação em loções, sabonetes e cremes. Essa demanda gerou consequências severas para a biodiversidade em várias partes do mundo, especialmente no sudeste asiático, onde o desmatamento abriu caminho para imensas monoculturas. Neste cenário de urgência ambiental, a ascensão do murumuru substituto palma cosmético representa um respiro vital para o planeta. A extração na Amazônia ocorre de maneira totalmente integrada ao ciclo natural da floresta. Não há necessidade de derrubar uma única árvore para obter o produto, pois os coletores apenas aguardam o amadurecimento e a queda natural dos cachos de frutos no solo, respeitando o tempo da natureza e preservando o habitat de inúmeras espécies animais que também se alimentam da polpa carnosa. O impacto desse modelo produtivo vai muito além da química ou da ecologia, alcançando diretamente a vida das famílias ribeirinhas e extrativistas. A colheita do murumuru fortalece a bioeconomia local ao criar uma cadeia de valor justa e rastreável. Em comunidades espalhadas pelo estado do Pará e do Amazonas, homens e mulheres se organizam em cooperativas estruturadas. O trabalho começa nas primeiras horas da manhã, antes que o calor equatorial se torne opressivo. As famílias caminham pelas trilhas da floresta coletando os cocos caídos. Depois, em galpões comunitários, utilizam ferramentas manuais para quebrar a casca espessa e separar a amêndoa. Esse processo artesanal exige habilidade e paciência, características passadas de geração em geração. Ao transformar a semente em renda, a floresta em pé prova seu valor econômico de maneira incontestável. Para muitas mulheres extrativistas, a comercialização dessa semente significa independência financeira, acesso à educação para seus filhos e uma melhoria direta na qualidade de vida de suas vilas. O dinheiro gerado pela venda justa da amêndoa impede que os moradores locais precisem recorrer a atividades predatórias, como a extração ilegal de madeira ou o arrendamento de terras para pastagem. Cada quilo de semente processada atua como um escudo protetor para a floresta, financiando a permanência e a prosperidade daqueles que são os seus verdadeiros guardiões históricos. Quando essa matéria-prima chega às fábricas modernas, o murumuru manteiga cosmético revela todo o seu potencial técnico. Os engenheiros químicos e formuladores descrevem a substância como um silicone natural de altíssima performance. Diferente de muitos óleos vegetais que deixam uma sensação pegajosa ou pesada, essa manteiga funde instantaneamente ao entrar em contato com o calor do corpo humano. Ela cria um filme protetor invisível que impede a perda de água transepidérmica, mantendo a hidratação trancada nas camadas mais profundas da derme. Para os cabelos, o efeito é igualmente impressionante, pois a afinidade estrutural com a queratina permite que os fios ressecados e quebradiços recuperem sua elasticidade e brilho em poucas aplicações, substituindo compostos sintéticos derivados de petróleo por uma alternativa limpa e renovável. O interesse global por ingredientes limpos e sustentáveis impulsionou marcas europeias de alto padrão a reformularem por completo suas linhas de produtos mais famosas. Onde antes se lia óleo de palma ou derivados sintéticos nos rótulos, agora consumidores em Paris, Londres e Berlim encontram o nome dessa espécie amazônica em destaque. As embalagens contam a história da origem do produto, conectando o comprador urbano à realidade da floresta tropical. Essa transparência atende a uma demanda crescente de um público que não busca apenas resultados estéticos, mas também ética ambiental e responsabilidade social em suas escolhas de consumo diárias. A ciência botânica continua a investigar outras propriedades medicinais e terapêuticas da planta. Estudos recentes sugerem que os compostos antioxidantes presentes na semente também possuem propriedades anti-inflamatórias poderosas, capazes de acalmar condições severas da pele, como psoríase e eczema. Além disso, a casca e os resíduos fibrosos que sobram da extração do óleo não são descartados. Eles se transformam em adubo orgânico de alta qualidade ou biomassa para geração de energia nas próprias comunidades rurais, criando um sistema de economia circular perfeito onde absolutamente nada é desperdiçado e tudo retorna ao solo ou gera utilidade prática. Com o aumento constante da demanda, o grande desafio das próximas décadas será escalar essa produção de forma consciente, sem repetir os erros históricos de exploração que marcaram outros ciclos econômicos na região. Governos, organizações não governamentais e a iniciativa privada precisam colaborar para fortalecer as cooperativas locais, fornecer tecnologia adequada para otimizar o processamento dentro da própria floresta e garantir que a maior parte do lucro permaneça com as populações produtoras. O modelo de negócios em torno desta palmeira demonstra que é possível alinhar preservação da biodiversidade com o avanço industrial de alta tecnologia. A jornada dessa amêndoa milagrosa prova de forma inequívoca que o maior patrimônio do Brasil não está na terra nua, mas na exuberância complexa de sua biodiversidade viva e preservada. A cada produto que escolhemos levar para dentro de nossas casas, temos a oportunidade única de votar no tipo de futuro que desejamos construir para o planeta. Que a próxima leitura do rótulo do seu creme favorito seja o primeiro passo para apoiar as comunidades que mantêm o coração verde da Terra pulsando de vida e esperança. BOX: A Química da Beleza Natural | O perfil lipídico da manteiga de murumuru é um fenômeno botânico surpreendente. Composta por quase cinquenta por cento de ácido láurico e concentrações elevadas de vitamina A, ela atua na reestruturação celular profunda sem obstruir os poros. Essa configuração molecular permite que os nutrientes penetrem facilmente na pele e no eixo capilar, garantindo uma proteção prolongada contra danos externos ambientais. A imensa floresta oferece a farmácia perfeita, cuidadosamente embalada em uma casca protetora quase impenetrável.

Caminhos da Biodiversidade aposta na natureza viva como rede de conservação

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Uma nova cartografia para enxergar quem protege a biodiversidade Conservar a biodiversidade nem sempre começa em grandes planos internacionais ou em decretos amplos de proteção....
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Quando restaurar a floresta também significa reconstruir comunidades Durante muito tempo, recuperação ambiental foi entendida como um esforço voltado apenas ao solo, às árvores e...

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