Filtro de ar que derrubou o AQI de 160 para 98 e diya sem óleo para o rio Godavari levam 15 equipes de estudantes à final em Mumbai

Filtro de ar que derrubou o AQI de 160 para 98 e diya sem óleo para o rio Godavari levam 15 equipes de estudantes à final em Mumbai
Foto: Copyright 2026. All Rights Reserved

Desafio com quase 1 milhão de alunos na Índia premiará cinco equipes com US$ 2 mil cada, em parceria com a organização brasileira Alana.

Um filtro de ar de baixo custo que reduziu o índice de qualidade do ar (AQI) de cerca de 160 para 98 durante testes, diyas biodegradáveis e sem óleo para diminuir a poluição do rio Godavari e uma iniciativa estudantil que reuniu quase seis toneladas de papel para reciclagem estão entre as ideias de crianças e adolescentes indianos que chegaram à final do I CAN Earthshot Challenge. O anúncio das 15 equipes finalistas foi feito em 22 de outubro de 2026 pelo The Earthshot Prize, em parceria com a organização brasileira Alana e com o movimento global Design for Change.

As equipes vêm de nove estados indianos e de Delhi. Elas viajarão a Mumbai em novembro para o primeiro Children’s Earthshot, programa de dois dias no Museum of Solutions, realizado em paralelo à Cúpula e à Noite de Premiação do Earthshot Prize 2026.

Do problema da vizinhança à solução testada

O desafio convidou estudantes de 9 a 17 anos a ir além da conscientização ambiental e a agir. As inscrições foram feitas entre junho e outubro, e os projetos se alinham aos cinco Earthshots: Proteger e Restaurar a Natureza, Revitalizar os Oceanos, Limpar o Ar, Construir um Mundo sem Resíduos e Consertar o Clima.

Os participantes trabalharam em equipe com a metodologia Feel, Imagine, Do and Share (Sentir, Imaginar, Fazer e Compartilhar), do Design for Change. O método parte da observação de um problema real na comunidade, passa pela criação de uma solução e termina com a divulgação do resultado.

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As entradas abordam poluição do ar em salas de aula, desperdício de alimentos, proteção de rios, conservação de água e gestão de resíduos.

Como as equipes foram escolhidas

A seleção teve duas etapas e envolveu profissionais de design, educadores, defensores da juventude e representantes de estudantes. Os critérios foram o entendimento dos desafios locais, a criatividade, a viabilidade prática e o impacto demonstrado na comunidade.

Segundo o The Earthshot Prize, o desafio é a maior iniciativa de alcance junto à juventude da história do prêmio. Ele mobilizou perto de 1 milhão de estudantes em mais de 15 mil escolas de 24 estados indianos, além de uma plataforma digital aberta a todo o país.

Cinco prêmios de US$ 2 mil

No Museum of Solutions, os finalistas apresentarão as ideias, receberão comentários e participarão de oficinas sobre os cinco Earthshots. A cerimônia de premiação do Children’s Earthshot será na terça-feira, 17 de novembro, no mesmo local.

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Cada uma das cinco equipes vencedoras, uma por categoria, receberá US$ 2 mil para aprimorar a solução, ampliar seu alcance e gerar impacto duradouro na própria comunidade.

Por que a Índia está no centro

A Índia tem uma das maiores populações jovens do mundo e, de acordo com o Earthshot Prize, já reúne mais vencedores e finalistas do prêmio do que qualquer outro país. Entre os finalistas de 2026 estão a Mahindra Last Mile Mobility e a Mahila Housing Trust. A Cúpula e a Noite de Premiação do Earthshot Prize ocorrem em Mumbai nos dias 16 e 17 de novembro.

“Children have the right to participate in shaping the world they live in, not simply to prepare for the world they will inherit.”

A frase é de Pedro Hartung, CEO do Alana, organização brasileira dedicada aos direitos da infância. Para ele, apoiar esses esforços significa reconhecer crianças como cidadãs e agentes de mudança no presente.

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Jason Knauf, CEO do Earthshot Prize, afirmou que “the next generation is not waiting for the future to act; it is already building environmental solutions right now”. Já Kiran Bir Sethi, fundadora do Design for Change, disse que “empathy combined with action creates unstoppable change”.

O que isso diz à Amazônia

A presença do Alana, com sede no Brasil, mostra que a articulação entre direitos da infância e ação climática tem origem em organizações brasileiras. Para escolas dos estados amazônicos, que convivem com questões como queimadas, qualidade da água dos rios e destinação do lixo, o modelo indiano indica um caminho: partir do problema local e testá-lo na prática. O trabalho desenvolvido na Índia mostra o potencial desse tipo de abordagem, que pode inspirar iniciativas semelhantes na região.

Os vencedores do Children’s Earthshot serão conhecidos em 17 de novembro, em Mumbai, quando também começa a fase de ampliação dos projetos premiados.

Mais informações sobre a iniciativa estão no site do Museum of Solutions, que sedia o programa, e na página do Alana.

Com informações de The Earthshot Prize.

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