Guiana supera 1 milhão de barris por dia em 11 anos e coloca Stabroek no topo da corrida entre grandes projetos offshore

Guiana supera 1 milhão de barris por dia em 11 anos e coloca Stabroek no topo da corrida entre grandes projetos offshore
Foto: Written By Denis Chabrol

A ExxonMobil diz que nenhum outro grande desenvolvimento marítimo chegou tão rápido à marca de 1 bilhão de barris, e vizinha da Amazônia brasileira muda de patamar.

A Guiana, país amazônico que faz fronteira com o Brasil, ultrapassou 1 milhão de barris de petróleo por dia, segundo a ExxonMobil. O dado consta na atualização trimestral de resultados da empresa, divulgada no fim de outubro de 2026.

A operadora do bloco Stabroek, no mar da costa guianense, também informou que a produção acumulada da área passou de 1 bilhão de barris. O marco veio 11 anos após a descoberta.

Um ritmo que, segundo a empresa, não tem paralelo

“Na Guiana, a produção do Bloco Stabroek superou 1 bilhão de barris de petróleo apenas 11 anos após a descoberta”, disse o presidente e diretor executivo da ExxonMobil, Darren Woods.

Ele destacou que nenhum outro grande desenvolvimento offshore chegou a essa marca tão depressa. O mais próximo, segundo Woods, levou cerca de 14 anos.

Segundo a ExxonMobil, a produção do bloco Stabroek superou 1 bilhão de barris em 11 anos após a descoberta, em informe de resultados divulgado em outubro de 2026.

Uaru é a próxima plataforma

A empresa espera que o quinto projeto no bloco, chamado Uaru, comece a operar antes do fim do ano. Ele usa uma unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência, conhecida pela sigla FPSO.

Woods foi questionado sobre a possibilidade de uma nona ou décima unidade FPSO. Não respondeu diretamente.

“We have been working those plans. We’ve got a pretty good line of sight to those plans beyond 2030”, afirmou o executivo, em referência aos planos de longo prazo da companhia.

O papel da Guiana num mercado com oferta apertada

A ExxonMobil afirma que refina 3,6 milhões de barris de petróleo por dia. A empresa também vende cerca de 5,7 milhões de barris diários de gasolina, diesel e outros derivados no mercado mundial.

Com produtos em falta, Woods disse que as equipes fizeram o possível para segurar os preços ao maximizar a produção. No ano até agora, segundo ele, a empresa produziu volumes líderes do setor em diesel, cerca de 1,1 milhão de barris por dia.

O executivo afirmou ainda que as projeções da companhia indicam crescimento da demanda global de energia até 2050. Petróleo e gás natural responderiam por mais da metade da energia consumida no mundo.

O que isso significa para a região amazônica

A Guiana integra o bioma amazônico e divide fronteira com Roraima e o Pará. Com a produção acima de 1 milhão de barris por dia, o país passa a ocupar espaço de destaque no debate energético da América do Sul.

Para o leitor do Norte do Brasil, o tema tem peso próprio. A Margem Equatorial, que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte, é vizinha geológica da área guianense e está no centro da discussão sobre exploração de petróleo na foz do Amazonas.

O avanço guianense serve de referência, para defensores e críticos, nessa discussão. A comparação envolve arrecadação, empregos e riscos ambientais para a costa amazônica.

Próximos passos

O primeiro marco a observar é a partida de Uaru, prevista pela ExxonMobil antes do fim de 2026. A empresa não confirmou novas unidades além das já planejadas, mas diz ter visão de projetos para além de 2030.

Com informações de ExxonMobil.

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