
Evento será realizado em novembro com debates sobre regulação, tecnologia, gestão socioambiental e investimentos no setor elétrico.
Para quem trabalha com energia, meio ambiente ou regulação, uma decisão tomada em uma sala de debate pode alterar o ritmo de um projeto inteiro. É nesse ponto de encontro entre investimento, licenciamento e relacionamento com governos que o LASE 2026 será realizado de 9 a 11 de novembro, no Hotel Pullman Vila Olímpia, em São Paulo. A programação prevê três dias de atividades para executivos, autoridades, pesquisadores, consultores e fornecedores do setor elétrico.
O evento é apresentado pela VIEX como a 17ª edição do encontro de líderes ambientais do setor de energia. A organização informa que a edição anterior recebeu mais de 1.000 participantes, indicador que ajuda a dimensionar o público esperado para uma agenda que costuma reunir empresas de geração, transmissão, distribuição e comercialização, além de órgãos ambientais, bancos, indústrias e entidades de pesquisa.
Um congresso dividido entre formação, decisão e aplicação
A estrutura do LASE 2026 tenta responder a três necessidades diferentes. As Academias de Gestão Ambiental e os minicursos, previstos para 9 de novembro, concentram conteúdos de capacitação técnica e gestão empresarial. Nos dois dias seguintes, as plenárias devem abordar governo, regulação, mercado, negócios e os desafios financeiros do setor energético.
As trilhas técnicas completam o desenho com casos de sucesso, inovação, tecnologia, licenciamento e gestão socioambiental. Na prática, isso aproxima o debate estratégico dos problemas que aparecem durante a implantação e a operação de empreendimentos, como a relação com comunidades, o cumprimento de condicionantes e a necessidade de demonstrar resultados ambientais.
Segundo a VIEX, o LASE 2026 será realizado de 9 a 11 de novembro de 2026, no Pullman São Paulo Vila Olímpia, na capital paulista. A programação começa com academias e minicursos, passa por plenárias e sessões simultâneas e termina com debates sobre licenciamento, gestão socioambiental, apresentação de casos e infraestrutura digital.
O que entra na programação de 2026
A abertura do dia 10 de novembro terá como eixo a reinvenção estratégica do setor energético e os desafios de capital. Também está prevista uma sessão especial com análises sobre energia, tecnologia, meio ambiente e o cenário pós-eleitoral. O conteúdo será distribuído em quatro salas, dedicadas a licenciamento, gestão socioambiental, apresentação de casos e tecnologia.
No segundo dia, 11 de novembro, permanecem as sessões de licenciamento, gestão socioambiental e casos práticos. A programação inclui ainda o Fórum de Infraestrutura Digital, uma frente que amplia o debate para a modernização de sistemas e serviços associados ao setor de energia.
Entre os nomes confirmados estão representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, do Ministério de Minas e Energia, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, da Cetesb, da ISA Energia Brasil, da Scatec, da Argo Energia, da Comerc Energia e da Coalizão Eólica Marinha. Também participa Elisangela Xipaia, analista técnica de restauração florestal do Instituto Socioambiental.
O custo de participar e o que cada ingresso entrega
O ingresso para os dias principais, 10 e 11 de novembro, custa R$ 2.500 no primeiro lote, disponível até 25 de setembro. O valor passa a R$ 2.900 no segundo lote, até 16 de outubro, e chega a R$ 3.500 no terceiro lote, com prazo até 11 de novembro. Essa modalidade inclui as sessões do LASE e a entrada para o LASE Night, mas não contempla as academias do dia 9 nem o jantar pré-evento.
A opção LASE + Academia custa R$ 3.400 no primeiro lote, R$ 3.800 no segundo e R$ 4.200 no terceiro. Já o pacote Premium tem lote único de R$ 5.900 e inclui as academias, as sessões principais, o jantar de abertura, o LASE Night, o kit exclusivo e o acesso a reuniões fechadas com autoridades e líderes do setor.

As inscrições podem ser feitas pela página oficial do LASE 2026. O pagamento aceita cartão de crédito, PIX e boleto bancário. Para grupos de três a cinco pessoas da mesma instituição, há desconto de 15%. Para grupos de seis a dez inscritos, a redução informada é de 25%, sem acúmulo com outras promoções.
Por que a pauta importa para a Amazônia
Embora o encontro ocorra em São Paulo, os temas discutidos alcançam diretamente a Amazônia. Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins convivem com projetos de geração, transmissão, expansão industrial e infraestrutura que dependem de decisões sobre licenciamento, proteção ambiental, participação social e segurança energética.
Para empresas e órgãos públicos da região, a relevância não está apenas em acompanhar tendências de ESG. O ponto central é entender como investidores e reguladores estão avaliando riscos ambientais e sociais antes de liberar capital, autorizações e cronogramas. Uma mudança na interpretação de regras, na exigência de estudos ou na relação com comunidades pode alterar custos e prazos de empreendimentos amazônicos.
A presença de uma representante indígena ligada à restauração florestal, ao lado de executivos, autoridades e dirigentes de órgãos reguladores, também revela uma tensão permanente do setor: a transição energética precisa ampliar a oferta de eletricidade sem repetir conflitos de território e falhas de participação social. O material de divulgação, porém, não detalha quais casos amazônicos serão apresentados nem informa uma trilha exclusiva para a região.
O que ainda fica fora do anúncio
A promessa de reunir investidores, governos e especialistas coloca o LASE em uma posição de influência no debate empresarial, mas o formato anunciado ainda não permite saber quais decisões concretas sairão das plenárias. Também não está indicado quais órgãos públicos participarão de cada reunião fechada ou como as contribuições dos participantes serão transformadas em compromissos posteriores.
Essa lacuna é importante porque eventos de liderança ambiental podem produzir visibilidade, mas seus efeitos dependem de transparência sobre encaminhamentos, indicadores e responsabilidades. Para o público amazônico, será especialmente relevante acompanhar se o licenciamento será tratado apenas como etapa burocrática ou como instrumento de prevenção de impactos e negociação com comunidades.
Os participantes interessados em patrocinar o encontro podem baixar o prospecto de patrocínio com as modalidades disponíveis. A organização também prevê o LASE Night em 10 de novembro e atividades de networking ao longo dos três dias.
As inscrições seguem abertas, e os valores mudam conforme os prazos dos lotes, até o início do evento em 11 de novembro de 2026.
O que você precisa saber
Quando e onde será o LASE 2026?
O evento ocorrerá de 9 a 11 de novembro de 2026, no Pullman São Paulo Vila Olímpia, localizado na Rua Olimpíadas, 205, Vila Olímpia, São Paulo.
Quem pode participar?
O encontro é voltado a executivos, investidores, especialistas, autoridades, pesquisadores, consultores e profissionais de empresas de energia, meio ambiente, sustentabilidade, regulação e serviços tecnológicos.
O ingresso inclui hospedagem e refeições?
Não. Hospedagem, transporte e refeições principais, como almoço, não estão incluídos nas credenciais padrão. O acesso às academias, ao jantar de abertura e às reuniões fechadas depende da modalidade de ingresso escolhida.
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